terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

TRANSIÇÃO CAPILAR




Eu tinha me prometido relatar esta saga ainda no final do ano passado, mas aí você engrena um projeto no outro (que vai desde depilar a sobrancelha a trabalho novo) e nunca mais acha o rumo do próprio blog outra vez.

Isso tem me acontecido com frequência – que agora parece que já não tem mais nem trema de tanto tempo que passou da última atualização – mas vamos seguindo... tentando achar uma ordem lógica na minha vida nada (mas nada mesmo) lógica.

Não tem uma hora na vida da gente em que se acorda não sei bem de onde, se olha no espelho e aquele cabelo até a cintura já não faz mais o menor sentido? Ah, tem!!! Pode ter sido um rompimento amoroso, uma TPM from Hell, um tédio inexplicável ou... simplesmente, a “moça da pista de dança” assumindo seus novos sapatos. E eu nem estou falando de idade porque não tenho lá muitos problemas com isso. Falo de estilo mesmo, de mudança de vida, de criar um visual que combine mais com sua agenda, sua realidade profissional e, lógico, emocional também. Falo de uma maturidade visual qualquer que seja a cronologia.

De repente fazer um milhão de penteados já não dá mais tempo e nem combina mais tanto com a proprietária de um guarda-roupa que sofreu metamorfose também. Era isso: tudo em processo de mutação e aquela cabeleira bloqueando a passagem de algo que podia ser muito divertido: um novo corte, uma nova cara... a sua cara.

Não tentem fazer isso em casa, tá? E nesta hora vai também uma dica: talvez não seja o momento de radicalismos e 40 cm a menos. Escolada em fazer m... no cabelo, desta vez lembrei que já passei dos 30 anos antes de passar a tesoura de uma vez só. Ou seja: fui de “processo maduro”.

Engraçado que quando a gente passa muito tempo sentindo o cabelo nas costas e dependente do look que ele criava, você já nem sabe mais como ele se comporta mais curto. Esse era meu principal temor: cachos pesados (e domados) num dia, anjo-barroco-black-power no outro.

Especialistas que me corrijam. Tomei um susto: cabelo crespo também muda. Não sei se foi o peso por muito tempo, se meus hormônios entraram na brincadeira... O fato é que depois dos ... dos... 29 (acho), meu cabelo perdeu muito do volume (Não é mais uma esperança, uma janela que se abre no mundo das crespas???).

Tirei os primeiros quatro dedos e... nada!
Tirei mais uma leva e... nada! Fios comportados e, tenho que admitir, cachos bem formados. (Porque o peso do cabelo que está enorme vai dificultando a formação das ondas e muitas das minhas mechas já estavam mais para dreadlocks que cachos-da-menina-do-mingau-dos-ursos)

E foi muito bacana curtir o processo porque você vai se gostando de outra forma, aprendendo a se ver de outro jeito, adaptando seu dia-a-dia ao novo cabelo (e às exigências do novo corte. Porque isso sempre tem. Não adianta sonhar tão alto). É uma delícia (quando dá certo, né, pessoas! Eu também sei que quando não dá, ferra tudo.)

Virado o ano, achei que o comprimento poderia subir mais um pouco. Entrei numas de que “o teto era o limite”, sabe? Enquanto o cabelo não bater lá, está ótimo. Mas também é legal saber a hora de parar. De olhar e ver que já se chegou num ponto interessante, já fez a diferença, já se conseguiu uma vida mais prática ...

E essa linha tem que ser percebida antes de ser cruzada. Não são raras as histórias de gente que estava bem e achou que poderia melhorar (oi!) mais um pouquinho. Típica “ganância estética” que faz um estrago que também é uma be-le-za. Daqueles que só se conserta com meses de paciência.

Foi cortando?
Cortou mais um pouquinho?
Gostou?
Tira mais dois dedinhos? Ok.
Pode ficar melhor? (a gente sempre acha que pode)
Então pára! Pára e dá uma curtida no processo antes de avançar na tesoura pela quinta vez em quinze dias. Assim a gente acha um novo ponto de equilíbrio visual antes de desequilibrar tudo outra vez.

(E olha, com cabelos médios, ainda dá para fazer muuuuuiita coisa!!)

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