sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

FREAK SHOW DE NATAL APRESENTA...



A mulher invisível!

Olha, tem dias em que eu realmente gostaria de não ser notada. Dias que não estou sociável, que não quero conversar muito (é raro, mas acontece)... Mas quando isso implica ser atropelada por sacolas, pessoas e o que estiver em movimento em shopping lotado na véspera do Natal, aí eu passo. Muito obrigada. Prefiro que me vejam.

Mas é justamente aí que seus poderes são ativados. Ninguém te vê!
Eu não sei o que acontece com o mundo em Dezembro. Se sai de casa armado com carteira e lista dos presentes e deixa em casa a educação, os modos, a gentileza... Ir às compras vira um show de horrores. Pra não dizer uma guerra.

Já tinha até desejado “Feliz Natal”, “Viva-2010-beijo-me-liga” aqui no blog, mas assim não dá. Preciso desopilar! Só mais um pouquinho. Dezembro foi muito pra minha cabeça e confesso que marquei bobeira. Fui deixando, sabe? Aí a cada hora descobria que falta um troço fundamental para a minha ceia e tinha que sair à caça. E virginiano dando festa é um capítulo a parte.

Se a auto-crítica já é elevada, quando a celebração é na casa da gente (por mini que seja), tem que beirar à perfeição (anos de análise já me eliminaram a necessidade de perfeição absoluta, mas...).

Então descobri que meu faqueiro (como estou boa comigo hoje chamando meus “talheres-ao-léu” de faqueiro) não servia o número de convidados, além de não combinar com a nova toalha. Shopping, lá vou eu!

Fiz uma reta até a loja e entrei. Focada (ou quase). Isso eu achava até ver a quantidade de opções, formatos, tamanhos, materiais e cores (pior parte) que o estabelecimento oferecia. Ok. Respirei. Imaginando a ceia...Ommmmm... Tá. Já parei. Primeiro encontrão do dia: uma senhora montada num conjunto de panelas carregou meu cotovelo direito. E nem um “me desculpe”.

Tentando reconcentrar... Lembrei a cor da minha toalha de jantar... Operação iniciada: casando cor da toalha com as cores dos talheres que estava mais gostando no momento. Segundo encontrão: um pai arrasta uma criança que limpa com a roupinha o chão da loja abraçada num balde de gelo que parece o brinquedo mais indispensável do planeta.

Já esqueci se tinha toalha em casa a esta altura.
O que eu estava escolhendo mesmo? Ah, talheres.
Melhor comprar outra toalha, né? Assim poderia visualizar o conjunto melhor.

E lá vamos: toalha nova e três outras opções de faqueiro.
Pára tudo: berros! Uma mãe com um bebê num carrinho que parece ter comido pela última vez há duas semanas pelo volume do choro. Olho para ver se ela percebeu que assim não poderíamos ficar. Nem eu, nem ela, nem a pobre criança.

Quando apertaram finalmente o botão off da criancinha, volto ao objetivo (ou estaca zero, que dá no mesmo) ... Quê? Havia uma caixa com seis copos coloridos na minha mão. “Quando foi que eu peguei isso, meu Deus? Cadê os conjuntos de talheres que eu tinha separado?”, me perguntei diante daquela mágica. Ao meu lado, para minha (outra) surpresa, duas moças decidiam quais dos itens que eu escolhi levariam para a casa delas. Surreal!

Numa péssima (porque o “numa boa” se perdeu no estacionamento do shopping), eu não existia na cena!

Só queria comprar talheres. Fiquei com o cotovelo roxo, tomei encontrão até de homem (onde vamos parar?), levaram três faqueiros que eu segurava, comprei uma segunda toalha que eu não precisava e copos se materializaram na minha mão.

Resolução de fim de ano: o meu Natal de 2010 será em Novembro. Decido!
Vou passar email hoje para a família avisando.

E agora que estou levinha depois do desabafo, fica o meu desejo de que os nossos próximos 12 meses sejam – no mínimo – maravilhosos! A gente merece!

Beijos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

PEQUENO SURTO NAS AMERICANAS




Eu estava mesmo admirada com minha própria pessoa neste Natal.
Sem paciência para gastar, sem ânimo para me engalfinhar pelo modelito do Réveillon, sem inspiração para escolher as lembrancinhas da família e, muito cá entre nós, estarrecida com os preços das camisetas “podrinhas” mais básicas. A ponto de realmente manter a carteira fechada. Até agora!

Uma semana antes do Natal – aquele que eu me prometo não cair em tentação e não ser conivente com o comércio-puro que a data virou – eu SEMPRE fico com dor na consciência e aí vai toda a minha convicção por água abaixo.

Fico achando que eu mereço, que o marido merece (ô!), que a família merece... que todo mundo rala, que agüenta firme o ano todo, que temos que demonstrar nosso carinho uns pelos outros e que a vida é curta. Aliás, essa de que “a vida é curta” é a minha cara e um dia ainda me leva a falência. (rs)

Sempre me apego a este lema. É uma boa razão para se permitir prazeres, de celebrar a vida, de se deixar comemorar as pequenas vitórias. Mas também não pode transformá-la num “kamicaze”, agindo como se nada fosse ter conseqüências, né?

Então, amanheci num desses “celebration-moods-220V”, sabe?
Achando que tudo é lindo, que “Então é Natal” (aquele mantra na voz da Simone)...e lá me fui eu para o shopping. E antes de começar a pensar nos presentes dos queridos, lembrei que precisava ver se tinha um “novo-produto-mágico-sei-lá-qual” nas Americanas.

E a minha “última imagem de mim mesma” antes de passar pelo caixa sou eu agarrando uma cestinha para me dirigir a sessão de cosméticos da loja. Daí pra frente, surto absoluto como há tempos não me acometia. Eu, que não invisto horrores em maquiagem, não tinha mão suficiente para tantas novidadezinhas.

Precisava ser um polvo pra me ajudar a segurar, decidir o que levar, pensar... (bom, se bem que o que eu menos fiz foi justamente pensar). Não me ocorreu calcular a brincadeira antes de passar o cartão e, do nada, me vi diante de uma singela conta de três dígitos. Esse é o perigo de acordar muito alegre uma semana antes das festas.

Agora estou aqui: TO-DA-MA-QUI-A-DA escrevendo no blog.
Animada com algumas descobertas que fiz entre as prateleiras da loja - me provando que nem sempre maquiagem boa precisa ser caríssima:

Rímel – The Colossal Volum Express – Gente, o que é isso? Como vivi sem? Tô com os cílios quase batendo na testa!! (Só achei que precisa de um pouco de demaquilante a mais na hora de remover.)

Blush – Dream Mousse Pink Frosting – Eu já uso a base matte em mousse, que é bárbara. Pra quem tem a pele oleosa, então... Já falei posts atrás. Mas o efeito deste blush é perfeito. Com rima e tudo. Cara de “eu-vendo-saúde-pergunte-me-como” total.

E no quesito “bom e barato”, ainda comprei um brilho labial (com proteção + hidratação) da Elke que parece ter brotado em mim de tão natural. Eu bem gosto de um brilhinho na boca, mas esse não tem traço de “purpurina”. O que, na minha opinião, é ótimo porque a gente bem sabe que no fim do evento você está mais pra quem voltou de um carnaval - com partículas da raiz dos cabelos ao queixo só de ter conversado cinco minutos com uma amiga.

Outra lembrança que me deixou tímida neste aspecto "brilho" veio de uma entrevista. Uma atriz dizendo detestar gloss porque parece que a gente mordeu um frango de padaria e foi pra festa. Nem sei se eu concordo com isso todos os dias, mas sempre lembro da frase e acabo nos opacos mesmo.

Enfim, da cestinha que reboquei, ainda faltam "alguns" testes que comentarei mais a frente se valer a pena. Por hora, fica a dica: cuidado com as fortes emoções no período, elas geralmente vem acompanhadas de alguns cifrões e possíveis arrependimentos.

Por exemplo, aceita-se sugestões do que fazer com um par de sapatos meia-pata azul-petróleo, marfim e mostarda, salto “35”, que só dá pra usar num evento apoteótico e que não precise andar mais que a distância de entrar e sair do carro.
Tá vendo? Mesmo achando que se sabe cada regrinha de “consumo-comedido-e-inteligente”, é o que faz o animado espírito natalino com “algumas pessoas”.
Ponto pra quem advinhou que esta foi a sequência da saída das Americanas. :o)

Brincadeiras a parte, aqui vai meu beijo e o desejo que um lindo final de ano para todos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

(IN)FIDELIDADE CAPILAR (Te risquei do caderninho!)


Em se tratando de estética, ser fiel é bem complicado e eu não condeno quem pula a cerca e vai ser feliz em outro salão de beleza. A vida é feita de mudanças, de tentativas, erros e acertos... Tudo evolui, ué! Por que não fazer o mesmo com a nossa imagem?

Uma hora a gente está numa onda de drenagem linfática, mas aí a amiga conta de um tratamentinho que está fazendo milagres pela auto-estima dela e você vai com a maré.

Mas eu confesso que não sou uma aventureira quando o assunto é cabelo. Até porque, pessoas, quando temos uma segunda personalidade habitando nossas cabeças e o profissional acerta, eu gamo e não troco por anos. E assim tem sido. Fidelíssima.

E mesmo trocando de Estado e até de país, sempre que estou perto do eleito, me agendo para prestigiar o cabeleireiro. E tem mais: eu sou daquelas que faz propaganda, que quando confia no cara indica sem medo para as amigas... Fico querendo ver todo mundo bem. O sucesso dele e o delas, claro.

Só tem um detalhe (que me tirou do sério esta semana): tem que sorrir. Pode acreditar. É verdade. Escolheu trabalhar com o público? Dá um jeito, meu amigo. Ponha um sorriso no rosto, exercite sua simpatia que (quase) tudo será perdoado.

Me desculpem a franqueza, mas eu não abro mão de educação. De ser bem tratada. Não preciso de show pirotécnico na recepção. Eu entendo que a vida não está fácil. Só que talvez por isso mesmo a ida ao salão, ao restaurante, à clínica de estética ou à livraria precisam ser bons momentos do nosso dia. E os profissionais envolvidos deveriam saber que a “aura” deles influencia diretamente na experiência.

E olha que eu sou persistente! Se o corte é incrível, se acerta exatamente a tonalidade das mechas, se faz uma escova como ninguém mais na face da terra, eu vou levando. Abstraio. Posso agüentar por muitos anos (e juro que agüentei) a deficiência de energia da pessoa. Indico fazendo ressalvas, mando tomar cuidado com o temperamento, chegar de fininho, dou a lista dos assuntos polêmicos...tudo para que a amiga saia resolvida e não expulsa do recinto.

Mas um dia, ah esse dia... Um dia eu olho, deixo de ter pena (e começo a ter de mim) e me pergunto: “Pra que me submeto? Porque prestigiar tanto alguém que não prestigia o próprio cliente?”

É que nem relacionamento amoroso.
Dá medo de ficar sozinha? Dá.
De nunca mais encontrar alguém que faça o que ele faz? Também dá.
Mas ao mesmo tempo, o fim da relação abre as portas para que entre alguém que talvez precise mais de você, se esforce mais para cativá-la e satisfazê-la.

Mais ainda: ele poderá fazer tudo de trás pra frente e surpreendê-la com outras técnicas, mas será capaz de perceber você de outras maneiras. E de sorrir quando a vir chegando. O resultado? Você revigorada e muito mais bonita. Reluzente.

Que nem namorado novo!

Um brinde a delicadeza!
Um Salve à simpatia!
(Ao fim das eras que não nos fazem felizes!)

sábado, 28 de novembro de 2009

ETIQUETA DE BIQUÍNI



Estou longe de ser expert em etiqueta, modos a mesa com “16” talheres diferentes e demais códigos. Mas que bom senso deveria vir no DNA de toda pessoa, ah, deveria. E quando chega o verão é que se percebe – na areia – que este “acessório-de-quem-vive-em-sociedade” não entrou na promoção.

O que se vê e se passa nas horas de praia (além de protetor solar, claro) poderia perfeitamente render um show de horrores. E “ai, de você se reclamar”. Do jeito agressivo que meio mundo anda, você pode acabar só com a cabeça de fora e todo o corpo enterrado na beira da água.

E, numa boa, educação pra mim sempre fez parte da beleza do universo.
Então também é assunto aqui.

Me permitam descrever algumas situações peculiares. Talvez a gente possa pensar junto no que seria adequado e aceitável para os próximos meses de sol (e, entenda-se também, de muito calor e ânimos mais inflamados).

Ah, só mais uma coisinha: Viva a era da liberdade de expressão, do pensamento democrático, do cabelo liso e do crespo também. Por isso, reforço que o exercício de hoje é mesmo refletir com bom-humor e tentar rir de boa parte do que enfrentamos quando tudo o que a gente quer é uma bela cor de saúde para combinar com a coleção de vestidinhos que em Dezembro tomará conta do nosso closet.

Lá vai:

1- Todo mundo quer seu lugar ao sol
O problema é quando duas pessoas querem ocupar o mesmo lugar ao sol. Fisicamente não dá, mas tem gente que tenta com vontade. Coisa mais desagradável você toda feliz na sua canga, até descobrir que não tem mais como sair dela. Enquanto você queimava de costas, não percebeu que tinha adquirido um grupo de novos amigos. Sem cerimônia, por todos os lados, há menos de 15 centímetros dos seus pés, seus cotovelos e seu chapéu, lá estarão eles. Admito que por vezes que me escapa um riso. Porque a situação é tão inacreditável que desconfio ter ficado invisível de repente. Ou, como sempre digo, estar sendo filmada numa “pegadinha”.

2- Novos vizinhos com defeito de volume
Não basta estar colado, tem que participar. Quem atende celular aos berros já é irritante em qualquer lugar, mas na praia (com ou sem o aparelho) o papo rola solto e com muitos decibéis.
Mesmo que você não queira – e já não é mesmo uma decisão sua – vai sair da praia sabendo quem pegou quem nas últimas semanas, o nome de duas novas escovas progressivas, quantos quilos fulana perdeu pra entrar no biquíni, a programação do Natal, do Réveillon e – muito provavelmente – do próximo Carnaval do “grupitcho” aderido à sua barraca.

3- Coisas que a gente só deveria fazer em casa e – se alguém perguntar – negar
até o fim da vida e dizer que nasceu assim. Ex.: descoloração de pêlos em público!!!Como eu gostaria de ter a opção de não ver determinadas cenas.
Numa ótima, cada um tem o direito que escolher a melhor maneira de disfarçar seus cabelinhos extras, mas querer que eu participe... É como se eu estivesse no banheiro com a moça. Não sei pra vocês, mas aquilo me parece tão íntimo...

4- Bolinhas de areia voltam – NOS OUTROS!
Coisa mais querida aquele casal romântico fazendo guerrinha de areia, correndo tentando se acertar... Tá. Francamente, pode desligar o Kenny G de fundo e refletir comigo. Você acha de verdade que a bolinha de areia não vai se esfarelar toda pelo ar e pegar em outras cinco criaturas “pouco sortudas” pelo caminho?

5- Antecipando o mergulho
Outra brincadeirinha que eu “a-do-ro” da vida em comunidade na praia é o tal de chegar por trás do amigo que ainda está tímido com as ondas, talvez com frio e... Splash! Dar um chutão na primeira marolinha que enxergar pra acelerar o processo de adaptação da pessoa. Pergunta: Quantos a sua volta acharão a mesma graça? Olhe fundo nos olhos da menina que fez escova um dia antes pra festa no domingo e foi toda cuidadosa se molhar só até o pescoço antes de cruzar com um “chafariz desgovernado”. Ela não estará satisfeita. Isso eu garanto.

6- Chinelo com hélice
Não. Ainda não laçaram, mas parece que já se usa há muito tempo.
É quando você, relaxada na canga, é quase soterrada pelos quilos de areia levantados por quem passa – bem pertinho, naturalmente – a caminho do mar ou de um “lote” de terra pra ficar. E nisso entra no seu cabelo, nos seus ouvidos... E você, que nem queria mergulhar, é obrigada a tomar um banho de cabeça pra ver-se livre dos grãos que estão até no pensamento.

7- Limpando a canga, sujando o resto
Essa é outra situação clássica da falta de noção de muitas freqüentadoras. Na hora de levantar acampamento, não interessa quem esteja na reta do vento. Já que o objetivo é levar para casa uma canga limpa, temos que sacudi-la com força suficiente para levar uma tempestade de areia até o outro lado da praia, não é mesmo? Se os outros vão virar um croquete no processo, paciência. Quem mandou ficar perto?

Claro que devo ter esquecido outros tantos inconvenientes que, não existindo, poderiam deixar o “programa praia” realmente agradável e divertido. E olha que eu nem me acho tão chata – apesar da conhecida “crítica-e-auto-crítica-virginiana” que me habita. É aquela velha história: “sua liberdade termina onde começa a do outro”.

Pra fechar, vai o número 8 da lista, que lembrei “carinhosamente” agora:
Os “tenistas-grand-slam-em-potencial” que jogam como se fossem assassinar o parceiro de frescobol de tanta força que usam. É como se estivessem competindo no deserto, sem viva-alma na reta da bolinha. Você quer passar para se refrescar na água e tem que se preocupar em desviar da bola zunindo na beira de praia. Sim, porque não há lugar mais gostoso para jogar que não seja perto da brisa no mar, molhando o pézinho... Bom gosto que tem estes atletas!

E isso tudo ainda sem mencionar o comportamento mega-ecologicamente-incorreto de quem deixa todo o seu lixo na areia quando sai – imaginando que ele desintegrará por completo em 30 segundos. O que custa pegar seus “restos” e atirar numa lata de lixo?

Ai, ai...
Respiremos fundo, exercitemos a tolerância e rezemos para que neste verão a boa convivência impere nas areias do país. So sorry! Mas eu tinha que desabafar antes da estação chegar!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SEM QUERER OFENDER

Pessoas, hoje o motivo que me traz aqui não tem muito do humor e da leveza que sempre imprimo nos meus textos, mas se faz importante ainda assim.

O último post foi duramente criticado por profissionais que se sentiram ofendidos pelo título que dei. Talvez por total ingenuidade minha e por sempre tratar as questões femininas (as minhas, em especial) usando de auto-crítica e bom humor, não imaginei que pudesse tocar pessoas de maneira negativa.

Quem conhece o blog e costuma acompanhar poderá perceber - o exercício de ser leve e divertido ao falar um pouquinho de estética, beleza, moda e do comportamento feminino nas questões que envolvem a imagem.

De qualquer forma, por jamais ter a intenção de ofender e prejudicar quem quer que seja, confundir conceitos ou diminuir o belíssimo e importante trabalho realizado na terapia ocupacional, peço sinceras desculpas às pessoas que entraram em contato me dando um "puxão de orelha" e a todos que possam ter sentido algum desconforto pelo uso do título em questão.

Prova do meu respeito pelo sentimento alheio, o post abaixo já está alterado.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

BRINCANDO DE "TARDE-LIVRE"


O ócio não me faz bem. Eu começo achando tudo lindo (“Oba, um dia inteiro pela frente sem nenhum compromisso!”) e daqui a pouco... Vai me dando uma agonia, uma sensação de inutilidade que liquida com a brincadeira toda. Coisa de virginiana com cobrança interna lá nas alturas. Culpa de quem? Do signo, da mãe, da falta de sessões de análise, não vem ao caso.

A questão é: o que fazer se já foi ao banco, ao mercado, deu uma caminhada, não é dia de Pilates, o trabalho está em entre-safra e o resto do mundo está ocupado?
Se alguém sugerir limpa de armário porque já me conhece, pode esquecer. Também já fiz. Duas. Só este mês.

Mas como procurando a gente sempre acha mais uma coisinha pra organizar em casa... Dei de cara com a minha pilha de revistas, já meio que tombando num canto da sala. Resolvido. Atacar!

Excetuando as importadas (que não dou, não vendo, não troco nem negocio), tinha muito exemplar lido e relido que poderia seguir seu curso. Era uma questão de dar uma última olhada, recortar o que interessa e liberar. E, olha, não tem coisa mais "distrativa" que pegar uma tesoura no meio de uma tarde, sentar bem acomodada e selecionar alguns futuros modelitos ou lançamentos cosméticos que – dentro de um nível de realidade – podem funcionar no corpo e no bolso.

Me chamem de louca, mas eu mantenho uma pastinha “dos desejos” e dela saem bons achados quando o foco é consumir... hummm... fo-ca-da. Guardo meus recortes lá e tiro da “manga” sempre que necessário e possível. E foi nesta brincadeira que descobri que – além do merchandising costumeiro – muita dica saída das páginas das revistas de moda/beleza realmente funciona.

A seguir, algumas boas surpresas:

Dream Matte – Base em mousse da Maybelline – Pra quem tem pele oleosa é das melhores opções. O acabamento é bem sequinho e a cobertura não fica over.

Light Feeling – Loção Solar Bloqueadora FPS50 da Nívea – Não é novidade, mas foi a solução da minha praia. A pele não fica grudenta, espalha fácil, protege... Tudo de bom! Comprei e recomprei trocentas vezes.

Face Perfector – Avon Magix – Deste eu duvidei com força. Ele serve para preparar a pele para um make qualquer, dando uma fechada nos poros e uniformizando a pele. E entrega o pacote! A maquiagem fica ótima depois dele. E ainda tem filtro 20.

SpectraBan Color Base – Bloqueador com ação hidratante da Stiefel – Não dá pra usar no dia-a-dia porque o “efeito hidratante” na minha pele significa “frite um ovo em cima”. Achei pesado. Mas para usar nas areias (e só no rosto), funciona bem. O tom da pele fica mais uniforme, esconde as “imperfeiçõeszinhas” e não passa um raio de sol se bem aplicado.

Lápis para Sobrancelha – O Boticário – Para completar aquelas falhas sem parecer que você desenhou com Pilot na cara. A cor grafite foi uma super descoberta porque qualquer tom de marrom fica mega artificial pra mim. Uma ponta é lápis e a outra é uma escovinha que ajuda a deixar o resultado super natural.

Corretivo Extremo Conforto Candeia – Natura Diversa – Essa é outra indicação de revista que eu reponho sempre. A cor é natural, a textura é leve, desaparece com qualquer marquinha e eu uso até como substituto da base muitas vezes - aplicando uma camada mais extensa onde preciso disfarçar.

As últimas edições de várias revistas trouxeram um arsenal de produtos para cabelos crespos, encaracolados e afins. Vocês repararam? Uma infinidade de leave-ins, pomadas, mousses, defrizantes, redutores de volume, ultra-hidratantes e o que mais conseguiram inventar para tratar a personalidade própria que adquirem esses fios dia sim e dia também.

Conforme for testando, eu passo a lista.
Boa semana!
(embora ela já tenha começado ontem.)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

EU ME AVISEI



Contradição é a essência feminina, eu acho. Bom, no meu dicionário é assim.
Eu deveria ter lido meu próprio blog mais vezes. Muitas vezes. Até virar meio mantra a parte em que aviso que franja não é assim... como dizer... a coisa mais indicada no mundo para crespas. Só que mulher, em algum momento, vai dizer uma coisa e fazer outra completamente oposta.

Mas vamos do início. Tentando fazer uma linha reta, o que também não é o meu forte.
Pra quem não sabe, há meses enfrento uma violenta queda de cabelo. Quer dizer, queda foi antes. Hoje já estou classificando como suicídio de cabelo mesmo.

A cada lavagem perco uma mecha. Faço aquele montinho – que a mãe ensina pra gente pra no fim do banho recolher e colocar no lixo – e juro que às vezes me assusto. Me distraio arrumando os frascos de shampoo (ou coisa que o valha) e, quando olho, acho que tem uma caranguejeira no box.

Adepta do cabelão (já não mais tão “ÃO” como já relatei), comecei a achar que além de todas as causas possíveis, o comprimento ainda excessivo estivesse contribuindo para esta “debandada em massa”. Literalmente coloquei isso na cabeça e deixei lá, “fermentando”.

Dia após dia eu reunia mais justificativas para um novo corte:
- renovação capilar;
- novo visual;
- 34 com cabelo na cintura talvez não seja o ideal;
- mais movimento e novo frame para o rosto;
- mudar é sempre bom;
- e o que mais estivesse entre fases da lua, psicologia e revistas de moda.

Sábado desses, depois de perder mais um “mini-poodle de cabelo” no chuveiro, decidi. Saí direto para o telefone e marquei o corte no meu cabeleireiro de confiança. Em 15 minutos eu estava na cadeira do salão, contando a minha história e sentenciando: vamos de franja! Repica na altura do nariz para liberar esta parte – a mais prejudicada pela queda e pela tração dos meus coques, rabos-de-cavalo e o que mais consigo inventar.

E o cara tem uma mão in-crí-vel. Em pouco tempo perdi muitos dedos de comprimento e mãos inteiras nas imediações do rosto. E na hora a gente aaaaaaaaaaaaama, né? Ainda mais depois que o secador passa com a escova. Praticamente uma Jennifer Aniston saindo pela porta.

Passei o final de semana todo me adorando. Não resistia nem ao meu reflexo nos óculos alheio. Apaixonada pela aquela pessoa nova, de franja batendo nas maçãs do rosto, cabelo com mais volume, moderno, fresco... uma coisa.

E eu que tinha medo de cortar e ficar com a fisionomia mais séria (pra não dizer mais velha)? Nada disso. De quebra ainda deixei no chão do salão – além de muito cabelo – alguns anos também. Como a gente cristaliza teorias e não se permite ousar, né?

Ousei.
Mas isso foi até a água bater outra vez.
E bateu com tanta vontade que lá se foi Jennifer pelo ralo e subiu uma “Mariah-Carey-nos-Primórdios”.

Como é engraçado o apego à própria imagem. Digo, à imagem de sempre. Aquela que te deixa confortável, que não desafia. Aquela que não causa dúvidas ou inseguranças... Quando me olhei no espelho queria pendurar chumbinho nas pontas dos fios pra ver crescia tudo de novo antes de sair do banheiro.

Num primeiro momento a gente pensa (essa é clássica): “O que foi que eu fiz? Onde eu estava com a cabeça? Franja? Em crespa?” Já me vi passando a base de arco, faixa, chapéu, gorro, saco plástico os próximos meses.

Mas é que nem crise de pânico. Passa. (Desculpem a comparação, mas é isso.)
São aqueles minutos em que você acha que o seu mundo vai acabar, mas... Aos pouquinhos, respirando, abrindo um olho e depois o outro, passando a mão e baixando a franja, pegando uma escovinha redonda, o secador, a boa vontade... Tudo se acerta.

E você vê que não está tão mal assim. É um processo de adaptação. Uma nova maneira de se arrumar, um novo terreno para explorar, outras imagens para criar... O início de uma nova brincadeira.

E sabe que, passado o susto, vale a pena ficar diferente por um tempo?
POR UM TEMPO. Porque talvez eu quisesse muito ser aquela dos cabelos modernos, uma francesa, mas a genética penda mais para a caretice dos cabelos mais calmos (e longos). Há que se avaliar.

O fato agora é que os próximos meses serão de muito exercício de auto-reconhecimento.
Vou comprar uns brinquedinhos novos pra compor e aproveitar.

Fica a luzinha vermelha de alerta ligada, ok?
No fim das contas, sustos e adaptações fazem parte do processo visual de cada um.
Mas saiba aonde você vai se meter.

Chove sem trégua nos últimos dois dias e cabelo solto nem pensar, por exemplo. Parece que me botaram um monte de galho de arruda das orelhas pra cima. Não tem um fio curto que não esteja arrepiado neste momento. A Pollyanna em mim diz: “Faz parte! Agüenta feliz!”.)